segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

Viajem ao Chile , parte 1 : PUERTO NATALES E PARQUE NACIONAL TORRES DEL PAINE.

     O Chile é um país que sempre quis conhecer , um lugar especial não apenas pela incrível diversidade de paisagens naturais , mas também pelo seu povo que são pessoas muito legais, educadas , simpáticas e prestativas, na verdade me senti muito bem lá, foram 12 dias ótimos.é
O ideal seria que pudesse conhecer o país inteiro , de norte a sul , mas como sempre as verbas e o tempo limitado nos fazem cair na real e assim temos que fazer aquilo que é possível.     Optei por fazer uma viagem mais ou menos sem lenço e sem documento, indo primeiro pra Patagônia , mais precisamente pra cidade de Puerto Natales , e lá conhecer em primeiro lugar o famoso parque Torres del Paine, que é considerado um dos mais bonitos do mundo.       Graças a Deus deu tudo certo e após horas de viagens e duas conexões aéreas acabei chegando na Patagônia , mais precisamente na cidade de Punta Arenas, dali seguiria de ônibus até Puerto Natales.   Á medida que o avião descia fui ficando preocupado, pois o cenário em termos de clima era terrível , um céu extremamente cinzento, feio , e pensei comigo mesmo que o mal tempo iria estragar minha viagem,  Assim que sai fiquei ainda mais preocupado e assustado pois além do céu cinzento havia um vento de mais de 200 kms por hora e um frio indescritível , uma chilena que estava perto falou pra eu não me preocupar pois o tempo lá era assim mesmo, e ao longo do dia costuma haver de tudo desde chuva , vento e frio até sol , o que de fato aconteceu, e isso sem falar que o dia dura até quase 11 horas da noite.     Mais algumas horas de ônibus e cheguei já de madrugada na cidadezinha de Puerto Natales, base para se conhecer o parque Torres del Paine.     Aqui uma boa surpresa , era de madrugada, mas mesmo assim eu e outros viajantes pudemos caminhar tranquilos até as pousadas , pois diferente do Brasil não há perigo algum em se caminhar à noite nas ruas, isso sem falar que as poucas pessoas que encontramos pelo caminho foram super prestativas, em nos auxiliar .   Morto de cansado desabei na cama, apaguei literalmente . Apesar do cansaço da viagem acordei relativamente cedo e ao sair da pousada fiquei de queixo caído, havia uma avenida a beira mar com uma vista espetacular , pra todo lado que se olhava haviam montanhas com os cumes recobertos de neve, e bem ao longe uma geleira.    Fiz uma caminhada com muito vento e frio , mas com  vistas lindas , foi um privilégio caminhar nesse lugar.


DENTRO DA IGREJA TEM UM LINDO PAINEL ONDE SE DESTACAM DOM BOSCO E AS TORRES AO FUNDO.
ASSIM QUE ACORDEI, LOGO APÓS O CAFÉ DA MANHÃ, TRATEI DE CONHECER A CIDADE E ME SURPREENDI COM A BELEZA DA REGIÃO.







    MESMO DENTRO DA CIDADE PODEMOS APRECIAR VISTAS MUITO BONITAS.
  1. Não havia tempo a perder , já havia conhecido Puerto Natales e seus magníficos arredores, além disso há havia descansado um pouco.    Sendo assim era hora de conhecer o famoso parque nacional Torres del Paine, o objetivo principal de minha viagem ao Chile.    E assim foi , um dia inteiro dedicado a conhecer esse lugar fantástico onde a natureza caprichou, agora havia um problema , o clima que na Patagônia e totalmente imprevisível, e pode ocorrer de acontecer todas as condições climáticas possíveis num único dia, no decorrer de poucas horas, o que de fato aconteceu.   Atrapalhou um pouco em certos lugares, mas na maioria deles deu tudo certo e pude contemplar  a beleza dos locais.  Não vou falar muito, vou me limitar a postar as fotos e dar o nome dos locais, e ressaltando que as fotos não conseguem de maneira nenhuma retratar a grandiosidade e beleza desse parque , serve apenas para dar uma noção.
     A caminho do Torres de Paine visitamos uma enorme caverna, tão grande que poderia até se construir uma pequena cidade lá dentro.  Chama se cova do milodon, sendo que milodon é uma preguiça gigante que existia há milhões de anos nessa região , e foi encontrado um esqueleto dela dentro dessa caverna.
     A entrada da caverna é enorme .

    O parque fica bem longe da cidade , cerca de 150 kms de distância , sendo que o principal atrativo são as torres , mas existem inúmeras outras atrações , lugares muito bonitos , que tive a sorte de conhecer , em alguns não deu pra apreciar tão bem porque na Patagônia quem manda é o tempo, que costuma ser bem instável .    A primeira parada foi no salto Nordenskolg  , lugar  muito bonito
    ESSE SALTO TEM ÁGUAS MUITO AZUIS.

    BEM PRÓXIMO AO SALTO HAVIAM MONTANHAS MUITO BONITAS , MAS NESSE MOMENTO ESTAVAM ENCOBERTAS E LOGO COMEÇOU A CHOVER.
    O VENTO E O FRIO DA PATAGÔNIA SÃO  UM SHOW À PARTE,  ESSES VENTOS DEVEM ATINGIR UNS 200 KMS POR HORA.
    Seguimos em frente e acabamos chegando no lago Pehoé, que é bonito por si só , mas com as montanhas nevadas ao fundo o cenário se torna ainda mais bonito, só que o tempo continuava, fechado , com muito vento e um pouco de chuva, mas nada disso me aborreceu afinal de contas  o tempo imprevisível , no qual todas as estações apareceram ao longo do dia , também foi uma atração e tanto.       Nossa próxima parada foi o lago Grey, aqui o frio e vento se tornaram ainda mais intensos, não foi nada fácil ficar ao ar livre pra contemplar as montanhas e tirar as fotos de praxe, por sorte no hotel havia um chocolate quente bem gostoso, que esquentou o corpo e me deu novo ânimo.
  2. O lago Grey não se resumia apenas nessas lindas vistas, depois de um certo tempo pegamos uma trilha não muito grande, cerca de 1, 5 kms , mais ou menos , e fomos parar numa praia muito grande, de areia bem grossa , e é claro :águas muito frias , sempre com as bonitas e imponentes montanhas nevadas ao fundo.   Combinação muito interessante : praia, frio , vento e montanha.




    Por mais bonito que fosse tudo , muito mais ainda estava por vir , é bem verdade que tudo era bem longe ,mas a estrada era ótima , as pessoas do meu grupo de passeio super agradáveis,  Além do mais tempo não era problema pois na patagônia só anoitece , no período de verão , quase 11 horas da noite , portanto não havia necessidade de ter pressa.
    Porém o ponto alto desse passeio , a cereja do bolo , ou seja a visão das torres del paine ainda estava por vir, mas felizmente não faltava muito, e pra tornar tudo ainda melhor o tempo estava melhorando muito, o sol resolveu brilhar forte e de repente o vento forte sumiu e a temperatura aumentou.  E logo outra montanha apareceu, mas ainda não erra a torre.

    E DE REPENTE SEM EU ESPERAR SURGE NO HORIZONTE A LAGUNA AMARGA E  A FAMOSA TORRES DEL PAINE.   FIQUEI UM BOM TEMPO ADMIRANDO A PAISAGEM E AGRADECENDO A DEUS PELO PRESENTE, O TEMPO ESTAVA LINDO, COM SOL A PINO  O QUE TORNOU A VISTA DA FAMOSA MONTANHA AINDA MAIS ESPETACULAR.   UM DIA MUITO BEM APROVEITADO, COM CERTEZA ENQUANTO EU VIDA TIVER VOU ME LEMBRAR  DESSE DIA.

terça-feira, 9 de dezembro de 2014

PEDAL ATÉ A PEDRA PRETA COM OS AMIGOS MARCELO E CRISTINA.



Eu e a Cristiana Coelho no mirante da pedra preta.
Por essa foto vocês podem ter uma noção do quanto subimos.
      Sabe aquelas placas e estradinhas rurais, pelas quais sempre passamos , mas nunca prestamos atenção ou entramos ???     Para nós  são simples locais de passagem , nada mais que  isso.   No entanto   tais  estradinhas esquecidas   podem revelar surpresas pra lá de agradáveis, porém somente  para àqueles que tem a curiosidade de trilhar seus caminhos.   Foi justamente isso que aconteceu com a gente nesse domingo.     Após algumas mudanças de data e  trajeto,  acabamos optando , por sugestão minha , pela região da pedra preta , cuja entrada fica a poucos kilômetros de Vargem grande , aos pés da bonita serra do M  .     Partimos, como combinado, lá da minha casa , em direção à pedra selada , fomos presenteados com um dia muito bonito, claro e ensolarado,  o que aumentou ainda mais nossa disposição e sede por aventuras  e  tornou nosso pedal ainda mais agradável.     Como sempre acontece  fizemos uma parada estratégica no bar do Augusto, o melhor e mais famoso do lugar.     Esse famoso bar já é ponto de referência na região , não só pelos excelentes salgados  ,  em especial pelo pastel , mas também pelo simpático e atencioso atendimento do Augusto, que por sinal vem a ser meu parente.      Os deliciosos pastéis e refrigerantes renovaram nossas  energias , sendo assim nada mais nos impedia de chegarmos ao nosso destino :  o bonito e praticamente desconhecido paredão da pedra preta.     Seguimos pela    estrada de terra que leva à fumaça e poucos kms depois pegamos a estradinha à esquerda que leva à pedra preta.     Poucas centenas de metros depois de  termos entrado nesse caminho já fomos agraciados com um visual muito bonito , não só das montanhas ao longe  e acima, como também do belo riacho que vai serpenteando pela região.    A estradinha propriamente dita também é uma delícia de se pedalar .     O trecho inicial foi relativamente plano,  e mais ou menos na metade era de subidas não muito íngremes.  Correu tudo bem, só algumas dúvidas nas bifurcações , pois já faziam mais de 5 anos que eu não pedalava por ali.     No trecho final as subidas foram se tornando cada vez mais íngremes , mas mesmo assim pedaláveis, porém  nos trechos finais não houve jeito precisamos empurrar , foi muito cansativo.   De repente a estradinha acabou , se transformou numa trilha , bem no alto , era praticamente um mirante , e ao olharmos para baixo ficamos surpresos de vermos o tanto que havíamos subido.    A vista  era muito bonita , um verdadeiro mar de morros .   Ao mesmo tempo , estava bem ali , pertinho de nós , a  grandiosa pedra preta.    Como a Cristina  Coelho  gosta de trekking e eu mais ainda   , resolvemos nos aventurar pela trilha para tentar alcançar a base do paredão rochoso, ou talvez até mesmo  o seu topo, isso sem falar  em  uma outra trilha que dizem existir e que sai na região da Bagagem.    Andamos e subimos um bom trecho nessa trilha , tanto no meio de pastos quanto em meio à mata, mas  infelizmente não chegamos nem na trilha, nem na base da enorme pedra e muito menos no seu topo e ainda por cima perdi meu capacete que por ser verde se camuflou em meio à vegetação , e por isso não conseguimos achá-lo de jeito nenhum.     Porém nosso pequeno trekking  resultou em bons momentos , belas  vistas e bonitas  boas fotos.     Ficamos lá em cima um bom tempo desfrutando do local e das paisagens  que a  pedra preta  oferece,  paisagens  essas que compartilho com vocês por meio de fotos.    Quanto a volta nem vou falar muito, foi facílima , visto que seriam só descidas , só eu (Jorge Nogueira ) que fui mais devagar um pouco pois estava sem capacete.    Dentro de pouco tempo já estávamos novamente no bar do Augusto , renovando as energias e logo a  seguir rumamos para Resende .   É isso aí amigos : sair da zona de conforto sempre vale a pena , portanto : PENSE LONGE E VÁ DE BIKE, PORQUE A CADA AVENTURA DESCOBRIMOS NOVOS CAMINHOS , NOVOS LUGARES ...NOVOS E INFINITOS HORIZONTES

Eis aí o paredão da pedra preta.

Eu na trilha .

Lá de cima podemos apreciar um "mar de morros ".

Essa estradinha é uma delícia para pedalar , vistas muito bonitas .

Subimos muito , muito mesmo , mas nossos esforços foram recompensados .

No trecho final a estradinha se transforma numa trilha .

Uma bela foto de recordação não pode faltar.

Nosso amigo Marcello , sempre muito animado.



Início da estradinha que leva à pedra preta.
Também há um riacho que vai serpenteando pela região.
A bonita e antiga igreja de santo Antônio , em Vargem grande.

Uma paradinha no bar do Augusto pra lanche e descanso não pode faltar.
Eu, Marcelo e nossas bike


quarta-feira, 26 de novembro de 2014

Trilha do rancho caído : Abrigo Rebouças ( parte alta do PNI ) x cachoeira do escorrega (Maromba).

Trecho inicial de nossa trilha nas proximidades do famoso pico das agulhas negras.
    Às vezes pensar demais não é bom , um pouco de" falta de juízo" e  de bom senso de vez em quando, não faz mal pra ninguém,   é bom,  e geralmente rende  boas  aventuras e excelentes lembranças pois os imprevistos é que costumam dar as melhores histórias.   E  isso sem falar  nas  novas amizades  que fazemos  e também  nos  bonitos  lugares  que conhecemos.     Pois bem , foi exatamente isso que aconteceu comigo há poucos dias atrás,  estava de bobeira em casa , e como sempre dando uma espiadinha no facebook , quando de repente recebo uma mensagem da minha amiga Cristina Coelho , me convidando  pra fazer, juntamente com outros amigos, a trilha do rancho caído, que se localiza na parte alta do parque nacional de Itatiaia que começa no  abrigo Rebouças , no sopé do pico das agulhas negras,  e vai  até a cachoeira do escorrega na Maromba, região de visconde de Mauá.     Eu  aceitei o convite  na hora , sem pensar muito , sem ter a mínima noção do que estava por vir.   Ainda bem que foi assim, sem ter muita noção , pois se soubesse  talvez tivesse ficado  receoso de não aguentar o tranco e assim  acabaria perdendo um trilha espetacular , numa região linda , diferente , onde a cada lado que se olhe  existem  visuais belíssimos  e  inúmeras formações rochosas  estranhas , diferentes e interessantes. 
As palavras escritas dificilmente conseguirão  descrever totalmente todas as belezas que ví e menos ainda os cansaços e perrengues do percurso ,mas mesmo assim vou tentar , na medida do possível,  através desse pequenos relato , descrever  como tudo se passou .     O tempo  conspirou a favor e o dia amanheceu  muito bonito , o que tornaria nossa aventura ainda melhor.    Chegamos na portaria do parque e pouco tempo depois já estávamos  à caminho da trilha do rancho caído.  Fizemos uma breve parada no abrigo Rebouças onde pudemos encontrar o  Waldemir Niclevits , primeiro brasileiro a escalar o Everest, de  lá fomos num bom ritmo em direção a pedra do altar , uma das muitas atrações ao longo do caminho, A parte alta do PNI (parque nacional do Itatiaia ) é um verdadeiro  paraíso , não apenas  para os  alpinistas, mas para todos àqueles que apreciam a natureza.  Nessa parte inicial do percurso passamos bem perto do majestoso pico das agulhas negras, passamos em frente e depois a trilha segui pela parte de trás da famosa montanha, embora o agulhas negras seja o mais alto   existem muitas outros picos na região.   Continuamos nossa jornada e algum tempo depois  já estávamos nas proximidades da cachoeira do Airuoca  ,, muito bonita , de águas extremamente frias , mas , mesmo assim, um de nossos colegas , o William arriscou um mergulho, quanto aos  demais se contentaram em descansar e tirar fotos.     Seguimos em frente e chegamos em outra região muito bonita na qual se avistava ao longe , no alto de uma montanha as pedras chamadas "ovos da galinha", visual muito bonito e diferente, aliás  a parte alta do PNI é super interessante , nem parece que estamos a meio caminho entre Rio e São Paulo, em certos momentos parece que estamos em outro mundo  não só devido ao ecossistema diferente , mas também e principalmente pelas montanhas e rochas, além da sensação de isolamento.     Foi bem cansativo, é verdade  , as constantes subidas e descidas  aliadas à altitude  cobraram seu preço em termos de desgaste físico, mas as boas companhias aliadas as águas puríssimas  que encontramos ao longo do caminho amenizaram as agruras do percurso .  À medida em que seguíamos em frente, as  paisagens sempre nos surpreendiam, lá , depois de cada curva, atrás de cada montanha ,sempre se podia esperar por uma surpresa agradável que se apresentava sob a forma de paisagens espetaculares.    Sou suspeito pra falar , mas  gostei de tudo, e em especial d ovos da  galinha,  pedras essas que tivemos a oportunidade de ver bem de perto, inclusive  algumas delas foram  escaladas por nós.    Gostei de todas , mas sem dúvida a  mais interessante , é uma, que vista de longe, parece que está em equilíbrio precário  , mas na realidade    não é nada disso,   ela está super  firme e forte há milhares, talvez milhões, de anos , e penso que nem  cem homens juntos poderiam move-la do lugar.     É claro que não perdemos a oportunidade , e tratamos de tirar umas    fotos interessantes e divertidas pra levar de lembrança. t.      Muito lindo esse local e mais lindas ainda as pedras , porém continuar caminhando  era preciso, a trilha era longa e o caminho bem distante, e a cachoeira do escorrega ainda não estava nada perto.      Tudo correu muito bem , entre um passo e outro conversas agradáveis e momentos divertidos, também  fizemos algumas poucas e  breves paradas para lanche  e fotos.    Depois de muito andar chegamos num local incrível , que  tem uma vista espetacular de grande parte do sul de minas , com seu  interminável  mar de morros  , além disso ainda eram visíveis, bem ao longe,  o pico da pedra do papagaios em Airuoca MG,  à esquerda , e a pedra selada, à direita.    Após  andarmos um pouco mais chegamos a um mirante, onde descansamos alguns minutos e pudemos apreciar  a linda vista da região de visconde de mauá  e  também de  parte do vale do paraíba , vistas essas que estavam bem   ao longe e abaixo.    Essa vista da região do Mauá  me enganou bastante, pois apesar de muito bonita deu a sensação de que já estávamos  mais ou menos perto da Maromba.    Ledo engano, à partir dali começaria uma descida  bem longa e  íngreme , que me maltratou bastante,  maltratou tanto à ponto de eu me   ficar feliz quando encontrava subidas e trechos mais ou menos planos, na verdade eu estava com bastante fôlego e disposição , mas os músculos utilizados para descer estavam fracos.     Como já disse a descida foi bem cascuda, mas também devo ressaltar que oferecia vistas maravilhosas da região e isso sem falar que passava  por recantos muito bonitos , inclusive cascatas e regatos de águas muito puras , cristalinas e refrescantes.   Descemos , descemos e descemos , até que finalmente adentramos uma mata , e a trilha seguiu assim, durante muito tempo, sob sombra e  vegetação densa e continuou assim  até quase a cachoeira do escorrega.    Esse trecho de trilha dentro da mata   foi  uma aventura à parte, nosso guia , o William , sempre falava que já estávamos perto, faltava pouco, só que o perto dele , era o perto do mineiro , ou seja: de perto não tinha nada, era longe pra caramba.    E assim foi , passa na água, pula o tronco, enrosca no cipó , escorrega na lama , tropeça na pedra  , algumas quedas , enfim acontecimentos banais nesse tipo de aventura.    Apesar dos perrengues foi tudo muito legal, lugares diferentes, pessoas legais, tudo num clima de  animação , cordialidade e solidariedade ,  o que fez  com que os perrengues e cansaço  se tornassem  irrelevantes e ajudou a elevar o ânimo e moral de todos.      Caminhamos, caminhamos e caminhamos  , já eram quase cinco da tarde quando de repente  saímos num descampado,  finalmente a mata  acabara.   Na realidade  havíamos chegado  em um sítio, um posto da guarda florestal do parque, que estava  a cerca de um km da cachoeira do escorrega.       Que alívio, apesar de ter adorado a aventura naquela altura dos acontecimentos  meu corpo já implorava por  descanso , e meu estômago reclamava uma boa refeição .    Porém à partir de agora tudo seria moleza ,  já estávamos  novamente na "civilização ", era questão de pouco tempo para pegarmos o ônibus e voltar para  casa ,   não sem antes lancharmos na Maromba.      Em teoria nossos perrengues já teriam acabado por aí , mas não foi bem isso que aconteceu, assim que chegamos no escorrega ficamos sabendo que teríamos de chegar rapidinho no Mauá pra pegar o último ônibus, o das 7 da noite.    Chegar no Mauá foi outra aventura, eu fui o  primeiro a conseguir carona.... assim que entrei no carro percebí que o motorista e seu amigo estavam bêbados, o carro recendia a àlcool, mas  apesar disso os 2 eram super gente boa..    Fazer o quê, me resignei e fui com eles até a praça da Maromba, onde esperei pelos demais.     A Cristina e o Luciano também conseguiram uma corona , em um fusca bem velho , que no meio do caminho se envolveu em um acidente com outro carro, felizmente não foi nada sério , só um pequeno amassado na lataria, nem briga teve, segundo eles a situação logo se resolveu  e pouco tempo depois se encontraram  comigo na praça da Maromba onde esperamos pelos demais.     À princípio achei que nossos colegas não conseguiriam carona fácil, mas felizmente estava enganado porque pouco tempo depois passaram por nós em uma camionete de carroceria bem pequena e apertada , mas mesmo assim também  ofereceram carona  para nós até o Mauá, é claro que  não pensamos duas  vezes, subimos imediatamente  na carroceria  e seguimos para o Mauá.     Caramba , que aperto , não dava pra mexer nem um dedo, cada centímetro da  carroceria estava ocupado por nós.    , Que  perrengue , que aperto, a cada curva era um sofrimento, mas acabamos por chegar no Mauá , onde finalmente  poderíamos pegar  o tão sonhado ônibus pra Resende.    Pensam que acabou por aqui ???    Pois estão redondamente enganados !!!     Aqui começava outra" novela" !!!      Depois de algum tempo no Mauá ficamos sabendo que não haveria ônibus pra Resende , os horários divulgados na  internet  não eram cumpridos pela empresa.   Sendo assim só nos restava pedir carona, o que não seria nada fácil de conseguir  pois além de já estar escurecendo o nosso aspecto físico não era dos mais agradáveis , todos sujos , cansados , estropiadas, fatos esses que certamente assustariam os motoristas mais sensatos e desconfiados .   Porém mesmo assim acabamos conseguindo uma carona para o nosso amigo Emerson que era o que mais precisava pois  estava com os pés cheio de bolhas , nem usava mais calçados , só meias.     Ele foi, e nós ficamos, e como estava difícil conseguir outra acabamos decidindo pedir uma van pra nos buscar , mas antes fomos lanchar na pastelaria perto da igreja.   Conversa vai , conversa vem, e eis que de repente uma amiga minha de longa data , a Marisa, me vê, me cumprimenta , e me pergunta o que estavámos fazendo por  alí.      Respondi  a ela que estávamos esperando a van, e ela me respondeu  :  Pra que isso !!!      Estamos justamente indo pra cidade , com 2, isso mesmo  2 carros vazios ,  e vocês podem ir com a gente.      Que sorte , papai do céu é  bom demais !!!      E assim , pouco tempo depois já estávamos chegando  em casa, numa boa , cansados , mas felizes.    Obs. não ví nenhum rancho caído ao longo do caminho , esse tal rancho já deve ter caído há dezenas de anos atrás e talvez já tenha virado pó.


    Asa de Hermes, de fato parece mesmo uma asa , tanto vista de perto , quanto de longe.
    Ao longe no alto do morro as pedras chamadas ovos da galinha.
    Cachoeira do Airuoca , lugar muito bonito de águas extremamente frias e cristalinas.
    Rio Airuoca
    Nossos amigos Cristina e Marcelo.
    Um dos ovos da galinha.
    Sem dúvida as pedras da região são um show à parte.
    Pedras , pedras e mais pedras.


    Nesse ponto já era possível avistar ao longe e abaixo a região de Maromba e visconde de Mauá.
    Uma turma muito legal e animada , o que fez com que nossa trilha se tornasse ainda melhor.
    Por melhores que sejam , as fotos não conseguem  transcrever a grandiosidade e beleza da região
    Já deu pra notar que eu adoro pedras , e essa em especial me chamou à atenção.
    Vale do rio preto (Mauá) de uma lado , e vale do paraíba (Resende ) de outro.
    No mirante.
    Cansado, mas feliz.
    Obs. as fotos não estão em ordem.   Aqui, uma breve parada no famoso bar do seu Miguel  na garganta do registro.
    Trecho final da trilha, já bem pertinho da famosa cachoeira do escorrega , na Maromba.
    Descida do mirante até o escorrega, grande parte desse trecho da trilha é  dentro da mata.
    Sempre nos deparamos com recantos muito bonitos, e uma vegetação bem diferente.

    Os bonitos lírios do campo , que também são chamados de amarilis.

A famosa cachoeira do escorrega na Maromba, ponto final de nossa trilha.

    Que sorte , conseguimos uma carona  até Mauá.
    É isso aí :   cansado , mas feliz !!!     Mais uma aventura realizada, com certeza guardarei boas lembranças e excelentes fotos.     Agradeço à amiga Cristina Coelho pelo convite , e aos demais amigos  pela companhia.