segunda-feira, 2 de setembro de 2013

SUBINDO, PELA PRIMEIRA VEZ, A SERRA DO M COM A MOUNTAIN BIKE 29

    Antes de mais nada gostaria de pedir desculpas aos meus poucos , porém fiéis leitores .  Na verdade fiquei agarrado com muitos compromissos e , acabei deixando o blog um pouco de lado , mas a realidade agora é outra e , tentarei , na medida o possível , mantê - lo  atualizado.      Pois bem, apesar do blog estar parado há um bom tempo , eu não estava,  muitas coisas boas aconteceram , uma delas foi a aquisição de minha nova bike .     Pensei bastante , durante um bom tempo analizei os prós e os contras e , acabei migrando definitivamente para a 29.     Já faz cerca de um mês que estou pedalando exclusivamente com ela e , inclusive já fiz uns pedais bem cascudos  e legais com ela, tais como a subida  do registro  x abrigo Rebouças e a subida da Capelinha até o mirante das torres em visconde de Mauá.       Devo dizer que a bike se comportou muito bem em todas elas , embora o mesmo não acontecesse comigo.   No começo estranhei um pouco, a geometria é outra, e eu, sem perceber, tinha a tendência de querer usar as mesmas  relações de  marchas utilizadas na 26.     Com o tempo fui pegando as "manhas " e me adaptando , um bike fit foi necessário , pois no começo minhas costas doíam muito.     Porém superados esses pequenos problemas iniciais  tudo foi se tornando mais fácil e prazeroso.     Notei que a bike  vôa  nos trechos planos , e na estrada de terra ela literalmente papa os buracos e costelinhas , tornando o pedal mais agradável.    Nas subidas , no começo , parece que é mais lento e cansativo, mas nota se que rende mais devido ao tamanho maior das rodas.       Tudo estava correndo bem, e a tendência era melhorar ainda mais devido aos upgrades que fiz , porém ainda faltava  o teste definitivo, a prova de fogo , a oportunidade surgiu nesse domingo , um pedal até o poçaõ da ponte do Souza , via subidão do M.      Para àqueles que não conhecem Resende , vou explicar :  Trata - se de uma subida relativamente curta , cerca de 7 kms, mas muito íngreme e ,em estrada de terra , somente alguns pequenos  trechos mais críticos tem asfalto.         Resolví acompanhar o Fabinho do cicle 2 irmãos , enfrentei a serra, no começo foi relativamente fácil, até a metade fui relativamente bem, mas do meio por fim a coisa foi ficando feia, apesar do cansaço extremo fui valente e procurei pedalar usando somente a coroa do meio , nunca a menor.    Fui insistindo nessa tática , fiquei super cansado , mas me mantive firme, mesmo com o perrengue dava pra notar que a subida rendia por causa das rodas maiores.    Agora chegou uma hora em que não aguentei mais, e ao invés de usar a coroa menor , decidí descer e empurrar , mas foi um trecho bem curtinho, pouco tempo depois voltei  a pedalar  e por fim consegui chegar no topo, alguns amigos já estavam lá me esperando e , foram testemunhas de minha vitória , mais uma vez conseguí vencer o subidão do M.       É bem verdade que levei um certo tempo pra me recuperar , o corpo chegou no topo do M , mas a  alma só chegou um pouco mais tarde ...rss .    Só depois que corpo e alma se juntaram  e,  entraram novamente em sintonia é que  relaxei e comecei a desfrutar do pedal.       Após o descanso super merecido e das fotos de praxe, seguimos em direção a Bagagem, pois a maioria dos participantes eram de Barra mansa , não conheciam a região.    Resolvemos esticar o pedal até a ponte do Souza, e lá , por sugestão minha , fomos conhecer o poçaõ , que é bem pertinho, cerca de duzentos metros da ponte, uma trilha bonita escondida entre a mata e margeando o rio Preto.      Todos gostaram muito do local, é de fato muito bonito , embora as corredeira estivessem com pouco volume de água devido a seca , mas o que faltou em água sobrou em areia, havia uma prainha bem bonita , o local rendeu boas fotos.      Após isso voltamos, numa boa , sem sobressaltos , apenas tomamos cuidados redobrados na descida do M , pois alí e meio perigoso e tem muitos buracos e pedras soltas.    No final das contas o balanço foi bem positivo, agora é fato : na subida muito íngreme a 29 perde pra 26 , mas talvez nem tanto, meu péssimo  desempenho na subida pode ter sido causado pela falta de preparo físico e pelo uso inadequado da relação de marchas.     Ficaram algumas dúvidas , que só serão plenamente  esclarecidas na próxima" escalada" ...rss
    Meu corpo chegou , mas a alma ainda estava lá no meio da serra.
    Mesmo a mais longa das jornadas se torna mais fácil quando temos a companhia dos amigos.
    Nosso amigo , o Paraná , começou  ha pouco tempo no mtb, e já tem se destacado.
   Esse local é bem bonito , porém pouco conhecido.






Um comentário:

Bruno Nunes Marques de Oliveira disse...

Show de bola o pedal! Migrei pra 29 tem pouco tempo também e gostei muito. É tudo questão de costume, é outro giro! Abraço,

Bruno
http://bruno29er.blogspot.com.br/